segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

No Momento de Julgar

Publicado por Voluntario em 24/5/2008 (4954 leituras)


No momento de julgar alguém, como poderás julgar esse alguém, de todo, se não conheces tudo?

Terá sucedido um crime, estarrecendo a multidão?

Suponhamos que um homem desequilibrado haja posto uma bomba em certa casa, no intuito de destruir-lhes os moradores. Entretanto, por trás dele estão aqueles que fabricaram o engenho mortífero; os que o conservaram para utilização em momento oportuno; os outros que lhe identificaram o perigo, aprovando-lhe a existência; e aqueles outros ainda que, indiferentes, lhe acompanharam o fogo no estopim, sem a mínima disposição de apagá-lo.

De que maneira medirias o remorso do espírito de um homem assassinado, na hipótese desse mesmo assassinado haver provocado o seu contendor até que o antagonista lhe furtasse o corpo, num instante de insanidade? E como observarias o pesar do semelhante, às vezes, ilhado no fundo de uma penitenciária, na posição de um vivo-morto, quando o imaginado morto permanece vivo? E com que metro verificarias o sofrimento de um e outro?

Com que pancadas ou palavras agressivas conseguirias punir, durante algumas horas, a criatura menos feliz que já carrega em si o tormento da culpa à feição de suplício que lhe atenaza o coração, noite e dia?

Ante a queda moral de alguém, é mais razoável entrarmos para logo no assunto, na condição de partícipes dela, antes que nos alcemos à indébita função de censores.

Não precisaríamos tanto de justiça, se não praticássemos a injustiça e nem tanto de medicina se não tivéssemos doença.

Necessitaríamos, porventura, na Terra, de tantas e tão multiplicadas lições, em torno do bem, se o mal não nos armasse riscos, quase que em todas as direções do Planeta?

E onde estão aqueles que estejam usufruindo a glória da instalação segura no bem, sem o prejuízo de algum mal, ou aqueles outros que atravessam os espinheiros do mal, sem a vantagem de algum bem?

No momento de julgar, peçamos a Inspiração da Providência Divina para os magistrados que as circunstâncias vestiram com a toga, a fim de que acertem, nas suas decisões, em louvor do equilíbrio geral, porquanto é tão delicado o encargo do juiz chamado a interferir no corpo da ordem social, quão difícil é a tarefa do cirurgião convocado a interferir no corpo físico.

E quanto a nós outros, os que não somos trazidos a sentenças de lei, já que não nos achamos compromissados para isso, usemos a sobriedade e a compaixão em todos os nossos processos de vivência pessoal no cotidiano, conscientes, quanto devemos estar, de que os justos são as âncoras dos injustos e de que os bons constituem a esperança para todos aqueles que a maldade ensandece.

No momento de julgar, ainda que te coloquem no último banco, entre os últimos réus, e mesmo que se te negue o direito de defender a própria consciência edificada e tranqüila, a ninguém condenes, nem mesmo àqueles que, porventura, te condenem.

Usa sempre a misericórdia e acertarás.


Emannuel / Médium Francisco Cândido Xavier


Mensagem publicada no livro "Chico Xavier pede licença – Um aparte no além nos diálogos da Terra", Francisco C. Xavier, J. Herculano Pires, Espíritos Diversos. São Paulo, 1973. 3ª Edição, GEEM – Grupo Espírita Emmanuel, Sociedade Civil Editora. Páginas 19 e 20

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vamos dar as mãos ao nosso maravilhoso Brasil?



As nossas famílias estão percebendo que a busca dos caminhos que nos levem à Deus, se faz premente (que faz pressão, que comprime, urgente).

Mediante a estas necessidades, colocamo-nos a disposição de todos os nossos irmãos, para que utilizem este canal simples mas fraterno, na busca de difundir toda e qualquer medida de apoio e amparo nas lutas individuais e coletivas, sempre em direção ao Alto, ou seja, o desenvolvimento pessoal em suas metas.

Abraços Fraternos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Fraternidade dos discípulos de Jesus




Publicado por Dora em 02/6/2007 (5187 leituras)
Emmanuel

A hora exige a nossa decisão, no sentido de buscarmos a fórmula básica do serviço com Jesus, se realmente nos propomos cooperar na obra regeneradora do mundo, a partir de nós mesmos.

Agir sob a inspiração direta do Evangelho é o caminho de acesso à benção sublime a que o Céu nos destinou...

Crer, trabalhar e servir sem dogmas;
sem exclusivismo;
sem privilégios;
sem conflitos;
sem discórdia;
sem separativismo;
sem inquietação;
sem desânimo;
sem trincheiras intelectuais;
sem torres de marfim do personalismo cristalizante;
sem charcos do egoísmo dissolvente;
sem títulos que desunam os nossos melhores
propósitos de responder aos apelos do

Divino Mestre. Cristo fala-nos, como sempre, nas páginas eternas da Boa Nova, de braços abertos...

Quem puder abandonar a velha e petrificada concha do “eu”, para escutar-Lhe os ensinos, na acústica do coração e da consciência, decerto não encontrará outra senda que não seja a da verdadeira fraternidade – a única que nos conduzirá, com segurança, à nossa ressurreição para a Vida Imperecível!...


Do Livro Vida e Caminho. Psicografia – Francisco Cândido Xavier.


Abraços fraternos

sábado, 1 de janeiro de 2011

O ano novo iniciou, vamos dar as mãos nesta nova caminhada?

 
Publicado por Dora em 26/9/2007 (11983 leituras)
 
Poema das Mãos 
Amélia Rodrigues

Esqueça as próprias dores e deixe que as mãos de Jesus lhe penetrem a alma no sacerdócio do socorrer.

Enxugue o pranto dos olhos anônimos e pense as feridas dos estranhos nos caminhos por onde seguem os infelizes.

Distenda a parcela de pão, levando aos lábios alheios a porção de alimento mensageiro da vida.

Ofereça o remédio calmante, conduzindo o bálsamo portador da saúde.

Recorra ao passe salutar, renovando a água pura com a aplicação de energias superiores para a recuperação dos aflitos.

Não se faça desatento nem demore indiferente ante o espetáculo afligente que se dilata ante os seus olhos.

Jesus necessita das suas mãos para o ministério da vida abundante.

Deixe-se penetrar por Ele, esquecendo-se dos problemas que o escravizam ao poste da inutilidade.

De pouca valia serão as suas lágrimas se apenas expressam um abandono que não existe mas no qual você acredita.

Sem significação redundam os seus sofrimentos, se eles somente refletem a solidão onde você se refugia, deixando-se arrastar por injustificável pessimismo.

Para quem foi agraciado pela excelência da fé imortalista, não há como deter-se na contabilidade das dores pessoais, longe da renovação que surge em cada instante como porta aberta à glória do bem.

Suas mãos no trabalho, médiuns das mãos de Jesus, são um poema de invencível amor.

Ofereça assim, os recursos da própria pequenez e permita que as divinas mãos do Cristo operem pelas suas.

Doe as horas excedentes dos seus dias à jornada abençoada com que o Mestre honra a sua vida, desde que foi iluminada pela mensagem da Doutrina Espírita, que desdobra para o seu entendimento a epopéia da Cruz como lição viva de libertação dos penates da carne.

Emoldure sua existência com as bênçãos resultantes das suas mãos compondo o poema da fraternidade em derredor dos sofredores da Terra.

Suas mãos podem ser as alavancas do amor construindo o mundo novo.


Livro: Sementes de Vida Eterna. Psicografia de Divaldo P. Franco.
 
 
Abraços Fraternos